Mãos que transformam mãos: conheça a trajetória da manicure Tati Azambuja

Mãos que transformam mãos: conheça a trajetória da manicure Tati Azambuja

15 de setembro de 2020

Se tiver uma única palavra para definir a história da vida da manicure Tatiane Saldanha Azambuja (40), essa palavra é gratidão. Como muitas pessoas, ela já passou por altos e baixos, porém, ela é das poucas que sabem reconhecer na dificuldade uma oportunidade para se fortalecer.

“Às vezes a gente acha que a vida está ruim, que falta isso ou aquilo, mas é sempre bom lembrar do começo de tudo, tenho muito orgulho da minha trajetória aonde estou e aonde quero chegar. A gente não pode se dar por satisfeito, quero sempre aprender mais, trabalhar mais e sempre poder proporcionar o melhor para a cliente”.

Essa é a opinião decidida da manicure que começou a trabalhar com apenas 13 anos fazendo as unhas das tias. A notícia se espalhou e logo ela estava atendendo as vizinhas e não parou mais. Durante anos, Tati conciliou o trabalho de manicure com outras atividades como babá, empregada doméstica e até frentista.

 

“Eu não tinha afinidade com a profissão de manicure, mas eu morava perto de um salão que na época era bem frequentado e eu ficava vendo aquelas mulheres lindas, elegantes, ficava encantada com as unhas brilhantes, coisa de criança. E quando comecei a fazer e a receber elogios pelo trabalho era disso que eu lembrava”, revela.

Mas se engana quem pensa que a caminhada foi fácil. Foi preciso muita persistência e trabalho duro da profissional. “Dificuldades sempre se tem um pouco, nada vem fácil. Andei muito com sacolas pesadas com esmaltes, secador, cremes, enfim, fazia a domicílio e nunca tive problemas com horário, ia aonde a cliente queria a hora que elas pudessem porque o que interessava era o dinheiro”, recorda.

Todo esse esforço proporcionou, com o passar do tempo, que Tati realizasse curso profissionalizante no Senac, além de vários outros cursos de aperfeiçoamento. Além disso, permitiu que cuidasse dos filhos, sempre conciliando da melhor forma para que o trabalho não atrapalhasse a educação deles.

Após 27 anos de profissão, hoje a profissional tem uma visão diferente em relação ao dinheiro, pois sabe que o importante é trabalhar com o que realmente a faz feliz.

“A gente nasce, vive e morre aprendendo né?! Nesses 27 anos de trabalho aprendi que o dinheiro ajuda bastante, me sustenta, mas não é tudo como eu pensava lá no começo. A paz para trabalhar da forma que tu acha que está certo e ver a satisfação e reconhecimento das pessoas, não tem preço. Tem pessoas que eu atendo há 20 anos e são minhas amigas de vida”, reforça.

Nos dias de hoje, Tati considera o comprometimento com a profissão algo muito raro, por isso acredita que esse é justamente o seu diferencial. Já trabalhou em alguns espaços na cidade e sempre foi bem recebida, fruto do capricho e do carinho que deposita no seu trabalho.

“A questão da valorização vem da gente mesmo, primeiro a gente tem que ter certeza que está fazendo um bom trabalho, aí certamente não vai ter cliente insatisfeita”, afirma.

E mais de duas décadas na profissão, é um sinal de que o trabalho está sendo bem feito, com certeza, por isso Tati, só tem a agradecer.

“Sou uma apaixonada pelo meu trabalho,faria tudo de novo exatamente do mesmo jeito se fosse para ter o mesmo resultado. E é claro, sempre agradeço a Deus e a rede de apoio que sempre tive da minha família pra poder trabalhar me ajudando na casa, com as crianças e me cuidando sempre”, finaliza.

Com a pandemia, mais uma vez a profissional se reinventou e passou a oferecer também o serviço de escova para as clientes, trabalho que já realizava esporadicamente. O atendimento está sendo realizado em sua casa, com horário pré-agendando, atendendo a todas as recomendações de saúde e segurança.

 

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