Vanusa Souza: simpatia e carisma que conquistaram o coração do público

Vanusa Souza: simpatia e carisma que conquistaram o coração do público

15 de julho de 2020

Não dá para pensar em sertanejo universitário ou tchê music em Alegrete, sem associar ao nome da cantora Vanusa Souza (34). Com uma trajetória que começou ainda na infância, a artista, que também é fisioterapeuta por formação, estava no meio de um projeto de mais uma música autoral, quando a pandemia do coronavírus estacionou um pouco os planos.

“Esse trabalho, dentre outras novidades, envolve gravação de clipe e tivemos que adiar, pois as gravações serão na capital e não tivemos como prosseguir, mas o sonho continua e quando der a música sai”, reforça a cantora que desde muito cedo vivencia o real significado da palavra resiliência.

Aos sete anos ela já fazia parte do coral da Escola Marquês de Alegrete. Na faculdade, já em Uruguaiana, cantava MPB em barzinhos, porém deu uma pausa pela falta de espaço para mulheres na música naquela época. Algum tempo depois ela tomou a decisão que mudaria sua vida profissional.

“Com a explosão feminina no sertanejo eu comecei a pensar em voltar, e não deu outra. Na primeira oportunidade voltei aos palcos cantando com a Luana Severo, depois com a Tamy Yamada e não parei mais. Meu divisor de águas foi cantar solo, ter que aprender a comandar o palco sozinha foi um desafio, precisei de muito estudo e observação de grandes cantoras”, afirma.

Hoje Vanusa Souza e banda é composta por mais seis músicos, dentre eles:  Enio Radaelli, Thiarle Rodrigues, Daniel Costa, Érick Vieira, Eduardo Ferreira e Douglas Menini.

“Sempre levo tudo muito a sério, desde estudos, ensaios e compromissos com a banda. No momento em que envolveu outros músicos, patrocinadores e principalmente um público que me segue, realmente ficou mais sério, as ambições aumentaram, e junto, a responsabilidade, mas é tudo muito gratificante e prazeroso”, sublinha Vanusa que conta com o apoio de toda a família e dos amigos para seguir firme no seu propósito.

Na opinião dela, ser do interior dificulta bastante o ramo musical. “Muitas vezes somos desvalorizados aqui, mas desistir nunca, estamos ganhando outras regiões e pretendemos depois que tudo isso passar seguirmos com a ascensão, trabalhando muito. Mas claro que é muito difícil, mas seguiremos”, diz.

Um exemplo de que mesmo nesse período o trabalho segue sendo uma prioridade, foi o lançamento de um cover O amor e o poder, muito bem aceito na cidade. “Logo vem mais dois”, promete Vanusa que tem como plano investir cada vez mais em trabalhos autorais.

“Eu sou muito eclética gosto de todos os estilos, mas o coração bate mais forte pelo sertanejo e o tchê music. Estar no palco e sentir a energia do público, é até difícil de explicar o sentimento. Me sinto outra pessoa cantando, entro em um mundo só meu e do público cantando comigo. Isso é mágico, muito especial”, reflete.

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Fotos: Ariel Farias e Fernando Duarte

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