Letra de música gera polêmica ao sugerir abuso sexual de mulheres

Letra de música gera polêmica ao sugerir abuso sexual de mulheres

18 de janeiro de 2018

Na última semana, vem se desenrolando nas redes sociais uma grande polêmica acerca da música “Surubinha de Leve”, do Mc Diguinho. A polêmica se deu em razão da letra da música que já em seu início, se refere às mulheres de forma pejorativa e ainda sugere que mulheres sejam alcoolizadas, que se faça sexo com elas e as abandone na rua.

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Lançada em setembro, foi só nos últimos dias que a música começou a integrar a lista dos sucessos virais de uma plataforma de música online. A grande repercussão nas redes sociais gerou uma grande discussão acerca da violência sexual contra a mulher e isso gerou diversas reações, como a da paraibana Yasmin Formiga, que publicou um protesto em seu perfil do Facebook, alertando sobre como a naturalização de comportamentos sexuais violentos ajudam a propagar a cultura do estupro em nossa sociedade.

Outra reação que teve bastante reprodução nas redes sociais foi a “resposta feminina” à música, feita pelas youtubers Carol e Vitória, em que elas falam da importância sobre a conscientização masculina sobre consentimento e que abuso e violência contra a mulher são ações criminosas e que não devem ser toleradas.

A repercussão negativa e pressão por parte dos assinantes de uma das principais plataformas de música online, o Spotify, fez com que a música fosse retirada dos catálogos. Por conta disso, houve ainda uma outra polêmica, uma vez que começou a circular pela internet prints de supostos posts do Mc Diguinho em sua conta no Twitter, em que ele teria dito que “a música só retratava a realidade que ele vive”. Contudo, em sua conta só constam notas de esclarecimento, em que ele diz lamentar ter dado a entender que estava fazendo apologia ao estupro e que em breve irá lançar uma versão “light” da música.

”Sabemos que a música e a arte como um todo, são um poderoso meio de expressão cultural, que falam muito sobre a sociedade. Não podemos esperar que tratem somente de temas positivos, porém também não podemos admitir que a violência contra a mulher seja naturalizada. Se for para abrir a boca, que seja para denunciar, que seja para dar um basta à violência e a apologia ao estupro”. Equipe Vanguarda.

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Texto por Andressa Benites e Gabriella Oliveira. Fotos: Reprodução Facebook e Post criado para Vanguarda por Janiélli Camargo.

 

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