Tequila Baby

Tequila Baby

18 de dezembro de 2017

“Punk Rock até os ossos!” com certeza essa frase faz sentido pra muita gente. Isso porque não é uma simples frase. Ela deu nome ao álbum que marcou época no cenário musical e reuniu multidões para cantar junto com a Tequila Baby. Fundada em 1994, a banda gaúcha de punk rock conversou com a equipe da Vanguarda para contar um pouco da carreira de mais de duas décadas de sucesso.

A personalidade divertida e animada da banda esteve presente desde o começo, inclusive na criação. “A banda surgiu em 1994 e nome foi uma brincadeira em referência a cenas clássicas do cinema: ao invés do cowboy bater na mesa do bar pedindo um uísque, por que não uma Tequila Baby?”, contam.

Com uma influência musical que tem no cardápio Ramones, Nirvana, Bad Religion, Beatles, Rolling Stones, Ultrage a Rigor e muitos outros estilos diferentes, Duda Calvin (voz), James Andrew (guitarra), Rodrigo Gaspareto (baixo) e Rafael Reck (bateria) já tiveram o prazer de estar no palco com grandes referências, como Marky Ramone, ex-baterista dos Ramones. O músico teve participação na faixa “Seja com o Sol, seja com a Lua”, do álbum “Punk Rock até os ossos” (2002). Entram também para essa lista outros grandes ídolos internacionais da Tequila Baby como The Offspring, Bad Religion e NOFX.

A trajetória sempre foi de muito trabalho para uma banda de estilo musical considerado irreverente em solo gaúcho. E hoje em dia, esse trabalho se intensifica, devido o fato da Tequila ser 100% independente.

“Não temos um produtor. A banda se auto-produz. Nos reunimos e traçamos nossos objetivos.Também não temos uma gravadora; escolhemos nossas músicas, gravamos e distribuímos pelo Brasil. Qualquer pessoa pode nos ligar ou nos contatar via redes sociais para contratar um show, e consideramos essa independência algo muito bom”, avaliam.

Essa proximidade com o público se traduz na atenção que a banda confere às redes sociais. Com a internet, a comunicação com esse novo público e a produção de conteúdo voltado para esse tipo de consumo é algo que já faz parte do cotidiano. “Nosso facebook, instagram, e twitter não param, nós mesmos respondemos e a galera adora”, contam e aproveitam para convidar a seguir @tequilababyoficial.

Discografia

Sabem aquela história de quando terminamos um trabalho do qual nos empenhamos muito para fazer a tal ponto que chegamos a considerá-lo como um filho? Pois é, a Tequila Baby carrega esse sentimento por todos os álbuns e músicas, por isso eles não se arriscam a optar por um em especial. Em 23 anos na estrada do punk rock, esses foram os trabalhos que consolidaram a carreira:

Tequila Baby (1996)

Sangue Ouro e Pólvora (1999)

Ao Vivo no Dia Mundial do Rock (2000)

Punk Rock até os ossos (2002)

A Ameaça Continua (2004)

Ao Vivo com Marky Ramone (2006)

Lobos Não Usam Coleira (2008)

Por Onde Você Andava (2012)

“Na nossa carreira os shows e os discos foram e são os momentos mais marcantes. Não tem como escolher aquele que foi mais especial, cada show, cada música é uma experiência diferente. Já pegamos cinco gerações de fãs, cada vez que rola um show, estas pessoas têm a chance de se misturarem e se conhecerem, e isso só a música pode proporcionar, e nosso público sabe se divertir mesmo, por isso é um baita show sempre”, expressam.

Futuro

No mês passado, além de a banda comemorar em grande estilo os 15 anos do álbum “Punk Rock até Os Ossos”, com um show na capital gaúcha, também lançou o seu mais novo trabalho, a música “O som da gilete batendo no azulejo do banheiro”. O trabalho já tem clipe e está tocando nas rádios.

Para finalizar a nossa conversa, a Vanguarda perguntou quais os planos da Tequila Baby para o futuro e a resposta é uma demonstração de como se é feliz fazendo o que se ama. “Lançar disco novo, mais músicas, mais shows, mais gente maluca pulando, dançando, gritando e se divertindo, tem coisa melhor?”.

Por Gabriella Oliveira, publicada em dezembro de 2017, ed. 16. Foto: arquivo pessoal.

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