Projeto Leia Mulheres teve sua segunda edição no Centro Cultural

Projeto Leia Mulheres teve sua segunda edição no Centro Cultural

28 de setembro de 2017

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A Biblioteca Mário Quintana, do Centro Cultural Adão Ortiz Houayek, recebeu na tarde do último sábado (23) mais uma edição do Projeto Leia Mulheres. Em sua segunda edição, o encontro tem como objetivo reunir pessoas que queiram compartilhar impressões e sentimentos sobre a literatura escrita por mulheres.

Para esta edição, o livro escolhido foi “Outros jeitos de usar a boca”, best seller da escritora indiana radicada no Canadá, Rupi Kaur. A obra é composta por poemas sobre a sobrevivência da autora, sua experiência de violência, o abuso, o amor, a perda e a feminilidade.

A dinâmica do encontro se dá pela leitura de algum poema, seguida da impressão que a pessoa teve ao ter contato com aquele texto. Os temas são discutidos coletivamente de forma descontraída. “A ideia é falar sobre. Não é um evento acadêmico ou aula sobre a obra, nem é para ser crítica literária. O encontro é para conversar, algo mais leve, falar sobre o que achou”, explica a bibliotecária Aliriane Almeida que, junto com a professora Ana Lúcia Vargas, media o projeto em Alegrete.

Mesmo que o projeto ainda esteja no início, ele já demonstra seu potencial agregador. “Avalio da melhor forma possível, fizemos dois encontros, com número crescente de pessoas, num sábado à tarde, sem qualquer obrigatoriedade de participar. Só por puro interesse mesmo. Minha apreciação é positiva já que estão comparecendo homens e mulheres, com idades diversas, atividades profissionais diversificadas e todos motivados pelo interesse pela literatura”, avalia Ana Lúcia Vargas.

A terceira edição já está marcada para 21 de outubro e a obra a ser discutida será “A hora da estrela”, de Clarice Lispector. O Leia Mulheres é um encontro mensal, realizado sempre aos sábados, das 16 às 18 horas.
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O PROJETO

O Leia Mulheres é uma iniciativa em atividade desde 2014. No Brasil já está presente em 22 estados, com mediadoras nas capitais e pelo interior. Em Alegrete, o projeto teve início na 38ª Feira do Livro, após o sucesso da oficina ministrada por Clarissa Xavier, uma das mediadoras do Leia Mulheres em Porto Alegre. “Vimos que tinha entrada pra ideia. Falei com a Ana Lúcia que já trabalha com incentivo à leitura com crianças, EJA e também discute muito feminismo, pilhou em realizarmos o projeto e aí nos organizamos”, lembra Aliriane.

Para o futuro, Ana Lúcia projeta que expectativa é de que o Leia Mulheres cresça tanto em público quanto em discussões e troca de experiências. “Minha expectativa alia-se à esperança, mas não uma esperança vã, e sim fundamentada no interesse e alegria da participação nos dois encontros já realizados. Acredito que o número de pessoas envolvidas crescerá, bem como o hábito e o interesse em ler textos escritos por mulheres, sejam eles prosa, poesia, contos, etc”, finaliza.

Por Andressa Benites.

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