Duca Leindecker

Duca Leindecker

5 de janeiro de 2017

25 Duca Leindecker

Lindos versos de uma composição feita especialmente de pai para filho. A canção, “O Amanhã Colorido”, é de autoria do cantor, compositor, instrumentista e escritor gaúcho, Duca Leindecker (46), com quem a Vanguarda bateu um papo bem descontraído para saber mais sobre o “lado pai” do artista.
Eduardo Tavares Leindecker nasceu em Porto Alegre e despertou a paixão pela música em um dos momentos mais complicados para um menino da sua idade na época. “Meu pai morreu e logo depois vi meu irmão tocando violão na varanda. Naquele momento decidi que seria músico”, recorda.
Assim, iniciou a carreira artística aos 13 anos, tocando na noite de Porto Alegre. Aos 15, foi eleito pela crítica especializada como melhor guitarrista do Estado, o que aconteceu por mais três temporadas consecutivas. Aos 18, gravou seu primeiro disco solo e, logo depois, formou a banda “Cidadão Quem”, ao lado de seu irmão Luciano e do baterista Cau Hafner. Em 2014, após a morte do irmão, Duca resolveu que não faria mais sentido continuar com a Banda.
Além disso, o artista é reconhecido pelo projeto “Pouca Vocal”, duo formado em parceria com o Humberto Gessinger, vocalista da banda “Engenheiros do Hawaii”, e ao qual se dedicou de 2008 a 2012. Atualmente ele segue carreira solo, divulgando o seu mais recente trabalho, o álbum “Plano Aberto”. “A Cidadão Quem e também o Pouca Vogal definem quem eu sou como músico, pois através destes projetos criei e construí minha carreira”, ressalta.
Caminhada artística que também é conciliada com a família. Duca é pai de Guilherme (13), fruto de um primeiro relacionamento e, da união com a Deputada Estadual Manuela d’Ávila, nasceu a pequena Laura, que em agosto vai completar o primeiro ano de vida. “Adoro ser pai. É um jeito de reviver o que perdi com o meu. Estamos curtindo demais”!
O músico acredita que hoje em dia há um enorme avanço na participação dos pais na criação dos filhos, pois o mundo está em constante transformação. Para ele, os filhos são o principal legado nessa vida e, com certeza, o maior presente. “A gente vê tudo diferente depois de ser pai. A gente sente tudo diferente. A minha carreira é basicamente o reflexo das coisas que sinto na vida”, diz Duca.
E será que os herdeiros vão seguir os passos musicais do pai? “No meu caso eu não coloco pilha”, responde. “Deixo que os dons aflorem naturalmente. O Gui é um excelente desenhista e a Laura ainda está experimentando esse ambiente fascinante dos 1000 primeiros dias”, conta.
Entre as descobertas e as aventuras da paternidade, Duca almeja o melhor do futuro para suas preciosidades. Esta sementinha está sendo plantada por ele, na maneira como educa os filhos, e serve de reflexão para quem hoje desfruta dessa fase da vida.
“Espero que eles vivam num mundo mais justo e que sejam felizes descobrindo a essência das pessoas e das coisas. Que tenham prazer nas suas escolhas profissionais e não caiam na armadilha de passar a vida correndo atrás de dinheiro pra comprar um monte de porcarias que não trazem nada além de mais despesas”, enfatiza.

Por Gabriella Oliveira, publicada em junho de 2016, edº10. Foto de arquivo pessoal.

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