O fantástico mundo de Alice.

O fantástico mundo de Alice.

15 de dezembro de 2016

Alice Salazar

Nascida em Porto Alegre, em agosto de 1983, Alice começou a gostar de maquiagem influenciada pela mãe, Margarete Salazar.  Aos 24 anos interrompeu o curso de Design e ingressou em Estética e Cosmética na Ulbra; no mesmo ano, fez cursos de maquiagem no Instituto Embelleze e no Senac. Durante quatro anos foi maquiadora do Grupo RBS. Em 2010, a convite do próprio grupo, a maquiadora hospedou seu blog pessoal, Espelho Meu (www.alicesalazar.com.br), no site Clic RBS, com vídeos tutoriais de maquiagens e dicas de beleza. O jeito carismático e brincalhão de Alice durante os vídeos, fez com que o blog se tornasse um dos mais procurados na internet, e já conta com mais de 50 milhões de visualizações no YouTube.

Vanguarda (V): Quando começou tua paixão pela maquiagem?
Alice (A): Minha mãe também é maquiadora e me inspirou a começar. Através dela, pude enxergar que poderia ser uma ótima profissão e que não precisaria seguir profissões tão tradicionais, como direito, medicina ou engenharia. Desde pequena via minha mãe maquiando e sempre curti muito.

V: Quando essa paixão se transformou em negócio?
A: Consegui conciliar por um ano o blog e o trabalho no Grupo RBS. A partir daí, ficou impossível fazer as duas coisas, visto que a procura pelos cursos de automaquiagem vindas através do blog ficaram muito intensas. Saí da TV e apostei só nos trabalhos que vinham por meio do blog e faço isso até hoje. Nenhuma escolha foi difícil. Fui sendo levada pelos fatos, o meu caminho foi se desenhando levemente e hoje parece que o destino guardava pra mim o que tenho.

V: Como foi a criação do blog? Qual tu considera ser o ponto forte das tuas publicações?
A: Criei o blog pessoal por sugestão do meu fotógrafo, Yuri Ruppenthal. Logo em seguida, fui convidada a hospedar meu blog no site do Grupo RBS. A percepção da diferença na vida das mulheres veio depois, quando comecei a receber inúmeros e-mails de agradecimento,e-mails com depoimentos emocionados, inclusive até de pessoas que saíram da depressão assistindo aos vídeos. Não só por aprenderem a se maquiar, mas também por terem uma companhia durante aquele tempo que dura o vídeo.

V: E o canal no youtube, quantos acessos já tem?
A: No canal já ultrapassamos mais de 54 milhões de visualizações. Faço de dois a três vídeos por mês porque minha agenda é uma loucura com os cursos que dou pelo país afora.

V: Além do blog e dos vídeos quais são os outros projetos criados por ti?
A: Sempre quis ter uma linha de maquiagens. E sou muito exigente com os produtos. Como no mercado não havia produtos que fossem exatamente do jeito que queria, então resolvi criar os meus. Por isso que são tão diferenciados. Há muitas coisas para aprimorar, pois a linha é muito pequena ainda. Mas tudo o que escolho é com muito carinho, dedicação e exigência, afinal, o meu nome está em jogo e tenho grande responsabilidade em relação às pessoas que me seguem e compram o que indico.

Fui convidada pela Canela e Mel para lançar uma linha de roupas. A estilista contratada pela empresa faz vários desenhos e escolho entre eles. Depois são decididos os tecidos e aprovados os cortes. Tudo passa por mim.

Escrever o “De Bem Com o Espelho”, um livro de maquiagem também era uma vontade. Até que a Editora Belas Letras me procurou e me convidou. Topei na hora! Todo o processo foi muito cansativo: o livro tem muitos detalhes. Creio que o mais difícil tenha sido escrever em meio a correria em que vivo. Não existiu um “ócio criativo” (risos). As fotos foram todas feitas durante as madrugadas, pois eram esses os espaços livres que eu e o Yuri Ruppenthal tínhamos. Foi um longo processo, demorei um ano pra isso. Mas valeu muito à pena!!!

V: Como é o dia-a-dia da Alice Salazar? Dá para conciliar com a vida pessoal?
A: É bem difícil conciliar a vida profissional e pessoal. Perdi muitos churrascos, casamentos, festas, tempo de convivência com a família, com o namorado. Mas eu estava lutando, batalhando. A gente não pode ter tudo. Para o futuro, vou tentar trabalhar menos nos finais de semana, para poder ficar mais tempo com a família.

Por Gabriella Oliveira, publicada em março de 2014, edº1. Foto de Estúdio Y, por Yuri Ruppenthal.

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