Na última semana, vem se desenrolando nas redes sociais uma grande polêmica acerca da música “Surubinha de Leve”, do Mc Diguinho. A polêmica se deu em razão da letra da música que já em seu início, se refere às mulheres de forma pejorativa e ainda sugere que mulheres sejam alcoolizadas, que se faça sexo com elas e as abandone na rua.

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Lançada em setembro, foi só nos últimos dias que a música começou a integrar a lista dos sucessos virais de uma plataforma de música online. A grande repercussão nas redes sociais gerou uma grande discussão acerca da violência sexual contra a mulher e isso gerou diversas reações, como a da paraibana Yasmin Formiga, que publicou um protesto em seu perfil do Facebook, alertando sobre como a naturalização de comportamentos sexuais violentos ajudam a propagar a cultura do estupro em nossa sociedade.

Outra reação que teve bastante reprodução nas redes sociais foi a “resposta feminina” à música, feita pelas youtubers Carol e Vitória, em que elas falam da importância sobre a conscientização masculina sobre consentimento e que abuso e violência contra a mulher são ações criminosas e que não devem ser toleradas.

A repercussão negativa e pressão por parte dos assinantes de uma das principais plataformas de música online, o Spotify, fez com que a música fosse retirada dos catálogos. Por conta disso, houve ainda uma outra polêmica, uma vez que começou a circular pela internet prints de supostos posts do Mc Diguinho em sua conta no Twitter, em que ele teria dito que “a música só retratava a realidade que ele vive”. Contudo, em sua conta só constam notas de esclarecimento, em que ele diz lamentar ter dado a entender que estava fazendo apologia ao estupro e que em breve irá lançar uma versão “light” da música.

”Sabemos que a música e a arte como um todo, são um poderoso meio de expressão cultural, que falam muito sobre a sociedade. Não podemos esperar que tratem somente de temas positivos, porém também não podemos admitir que a violência contra a mulher seja naturalizada. Se for para abrir a boca, que seja para denunciar, que seja para dar um basta à violência e a apologia ao estupro”. Equipe Vanguarda.

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Texto por Andressa Benites e Gabriella Oliveira. Fotos: Reprodução Facebook e Post criado para Vanguarda por Janiélli Camargo.

 

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