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Ao som de gaita e violão, eles embalam bailes que já ultrapassaram a fronteira do nosso Rio Grande, levando o ritmo fandangueiro para todos os cantos do país. Já são 45 anos de trajetória musical que, além de contagiar o público, influencia o cenário da música regional gaúcha e serve de inspiração para jovens talentos que estão iniciando a sua caminhada. A Vanguarda conversou com “Os Monarcas”, para saber mais sobre a história do grupo e a gravação do DVD que vai marcar mais uma etapa da carreira.
Tudo começou em família. Nesio Alves Corrêa, o Gildinho (74, gaiteiro), desde criança se inspirava no pai, que era gaiteiro. Embora tenha o perdido ainda na adolescência, a lembrança paterna foi um dos incentivos para que não desistisse do sonho de ser músico. Iniciou a carreira fazendo dupla com o irmão Chiquito (do grupo “Chiquito & Bordoneio) e depois de alguns anos na estrada, surgiu a oportunidade de criar o grupo.
“Os Monarcas” formou-se em 1972, em Erechim, cidade onde fica a atual sede do conjunto. Atualmente a formação musical é composta, além de Gildinho, por João dos Santos (62, guitarra), Ivan (61, voz), Bacudo (47, voz), Varguinhas (47, gaita), Vanclei (45, bateria), Chico Brasil (41, gaita ponto), Siqueira (23, contrabaixo), Paulo Feijó (43, voz) e Tiago (31, gaita).
“Em 45 anos vivemos momentos muito especiais. O primeiro disco de ouro foi uma emoção muito grande para todos nós do grupo. Ganhamos os principais prêmios musicais do Rio Grande do Sul, então, tivemos muitos momentos marcantes, graças a Deus!”, comemora Gildinho.
Um desses momentos que estão eternizados na memória dos músicos, aconteceu em 2002 quando, na 11ª edição “Prêmio Açoriano de Música” da Prefeitura de Porto Alegre em conjunto com a Secretaria Municipal da Cultura, foram os premiados na categoria melhor grupo de música regionalista do Estado. Em 2005 tiveram a oportunidade de divulgar a riqueza da música gaúcha para todo o Brasil, ao participarem do Programa Raul Gil, na Rede Record na época.
É por essas e outras que o estilo fandangueiro do conjunto não agrada somente aos tradicionalistas. Não há quem fique parado quando o gaiteiro abre a gaita anunciando os primeiros acordes da vaneira. “Temos um público muito grande fora do Rio do Grande do Sul, principalmente a juventude que dança e canta todo o nosso repertório”, conta o músico.
O conjunto respeita muito todos os estilos musicais e já ressaltou bastante, nos últimos anos, em entrevistas e nos palcos, que a música é universal e deve ser feita para todos os gostos e estilos. Quando surgiu a “onda tchê music” se colocaram em apoio aos grupos, sempre incentivando novas formas de se fazer música e reforçando que nunca este ou outros estilos musicais afetaram “Os Monarcas”.

Os Monarcas e os novos talentos.

Para comemorar 45 anos de carreira, o grupo está trabalhando num projeto que contemplará um trabalho inédito no Rio Grande do Sul. Será o lançamento, em um único kit, de três obras: o DVD com os jovens talentos, o DVD com os sucessos do grupo e o DVD com o filme que contará a história do conjunto. Para a gravação do DVD com os jovens talentos a expectativa é grande por parte dos componentes, que consideram um dos mais importantes trabalhos realizados em 45 anos de carreira. O alegretense Cauã Severo é um dos jovens que irá participar desse momento especial. (Ver pág 34).
“A nossa mensagem, tanto para o Cauã, quanto para as demais crianças que também sonham em seguir o caminho da música, é estudar e ensaiar bastante. Estudar na escola e estudar música. Somente através do conhecimento é possível vencer. Acreditar no sonho também é preciso. Tenham perseverança e não desistam diante das dificuldades. Tenham fé em seus corações”, aconselha Gildinho.
A gravação do DVD será no dia 11 de outubro, às 20h, no Centro de Eventos, em Nova Bassano (RS). O local acomoda até seis mil pessoas e haverá ainda um telão na área externa. O grupo espera caravanas de diversas partes do Rio Grande do Sul e também de outros estados, como Santa Catarina e Paraná e o melhor, a entrada será gratuita.

Por Gabriella Oliveira, publicada em setembro de 2016, edº11. Foto de arquivo pessoal.

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